domingo, 13 de maio de 2018

Belenenses 0 - Caldas 1

12.ª jornada (24 de Novembro de 1957)

Lisboa: Estádio do Restelo

Árbitro: Álvaro Rodrigues de Coimbra

Belenenses: José Pereira, Pires, Paz, Moreira, Edison, Vicente Lucas, Dimas, Miguel Di Pace, Suarez, Matateu e Tito.
Treinador: Helenio Herrera

Caldas: Vítor, Amaro, Fragateiro, António Pedro, Orlando, Saraiva, Anacleto, Garnacho, Janita, Romeu e Rogério.
Orientador/Técnico: Tavares da Silva e Treinador/Jogador: János Hrotkó

0-1. Cerca de meia hora um lançamento da esquerda encontrou Rogério desmarcado à entrada da grande área belenense. O extremo caldense captou o esférico progrediu no terreno e quando se preparava para atirar à baliza foi derrubado irregularmente por Pires e Moreira. O árbitro apitou para a marca de grande penalidade que António Pedro se encarregou de transformar no primeiro golo da sua equipa.

 
 O Caldas foi a 1.ª equipa a vencer o Belenenses no Estádio do Restelo

CRÓNICA DO JOGO (Jornal "Record"): Uma "bomba" segundo informação autorizada, a defesa de Belém, no único momento em que esteve verdadeiramente em perigo "perdeu a cabeça" e fabricou um "penalty". Foi o golo do Caldas. O futebol tem disto... Entretanto, pergunta-se: onde está essa equipa do Belenenses, que não teve artes e forças para, sequer, igualar?... O dispositivo táctico aplicado pelo Caldas - um ferrolho em que Saraiva e Anacleto foram pedras fundamentais - e da extraordinária energia e apego à luta largamente evidenciados pelos seus jogadores não justificam, por si só o zero no marcador registado pela equipa do Restelo. Para além desses dois casos concretos deve assinalar-se a tarde apagada da maioria das pedras básicas da equipa visitada. Com efeito os lisboetas nunca mostraram disposição para contrariar a táctica adversária e daí a ideia, especialmente na segunda parte de que os caldenses, embora na sua maioria acantonados na defesa se tornaram mais perigosos para a baliza de José Pereira do que os "azuis" para a de Vítor, que a despeito de ter tido mais trabalho raramente foi chamado a defesas das chamadas capitais. Do lado do Caldas, que revelou uma "energia inesgotável" salientaram-se: Fragateiro, que foi uma autêntica sombra negra para Dimas que raro conseguiu levar vantagem; António Pedro, o verdadeiro médio-centro da equipa, " secou" completamente Suarez; Saraiva, o homem do "ferrolho" esteve certo, resolvendo os problemas que os companheiros não puderam; Anacleto, foi o homem que com a sua tenaz perseguição a Di Pace mais contribuiu para a desorganização do jogo adversário e Romeu que a doze minutos do final podia ter feito o 0-2, quando ao captar uma bola na linha de médio dos "azuis" e depois de bater o adversário que pretendeu opor-se-lhe rematou fortíssimo à baliza de José Pereira. O esférico porém passou a arrasar a trave.

Anacleto dispotando a bola com Di Pace e Orlando na expectativa



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